Maiores Patrocinadores da indústria Farmacêutica

A busca por patrocínio muitas vezes é facilitada quando existe um nicho certo que atende aos propósitos do projeto. Com base nos dados constantes em nosso Perfil de Patrocinadores, separamos algumas informações referentes às cinco empresas do ramo farmacêutico que mais aplicam em ações culturais com uso da lei federal de incentivo (Rouanet). E indicamos qual o nível de transparência que ela dá ao dinheiro público que utiliza.

As cinco maiores são:

CRISTÁLIA

É o maior patrocinador cultural da área farmacêutica com uso de lei de incentivo. Utiliza o lema “Cultura é Saúde” ao introduzir, em seu website, informações relativas aos projetos que apoia. Afirma que deseja promover o contato e a prática com o campo cultural, contribuir para a melhoria da qualidade de vida, promover maior acesso à cultura e a prática da cidadania, fazendo com que o Laboratório Cristália firme parcerias com produtoras de São Paulo e do interior do Estado”. Mas tirou do site alguns critérios que havia para patrocinar projetos. Apoia e patrocina iniciativas de inclusão social, cultural e esportiva, envolvendo as comunidades do seu entorno, sempre com lei de incentivo.

Seu segmento preferido tem sido Música Instrumental, mas tem interesse também por Teatro e Dança. No caso deste último, em 2017 começou uma forte parceria com uma ação sociocultural denominada Cidadançania, na qualidade de patrocinador único.

Já fez uso de R$ 16,9 milhões via lei Rouanet e também utiliza o ProAC e lei do Esporte. Não tem Política de Patrocínio, mas fornece endereço para encaminhar projeto. Nível de Transparência para a renúncia fiscal utilizada: 3 estrelas.

ACHÉ

Individualmente é o 2º maior patrocinador de seu nicho utilizando lei federal de incentivo, mas está em 1º como Grupo, já que sua subsidiária, a Biosintética Farmacêutica, também contribui com muito. É um dos maiores incentivadores do Instituto Tomie Ohtake, que, por sinal, tem sede no espaço pertencente ao Aché Cultural

Tem interesse por Teatro, especialmente. Em 2017 patrocinou A Morte Acidental de um Anarquista, Risadaria e Baile do Menino Deus. Afirma que “por meio das Leis de Incentivo Fiscal, desde 2011 apoiamos projetos que possuem total alinhamento com nosso propósito de levar mais vida às pessoas onde quer que elas estejam” e que “além das exposições e manifestações culturais e artísticas realizadas no Instituto Tomie Ohtake, realizamos também diversas ações com parceiros externos”.

Já utilizou R$ 13,2 milhões via lei Rouanet em 38 projetos patrocinados desde 1998. A Biosintética fez uso de R$ 10,8 milhões, em geral dirigidos para os mesmos projetos desde 2005, quando foi comprada pelo Grupo Aché.  Utiliza também o ProAC, programa de incentivo do Estado de São Paulo. Nível de Transparência: 3 estrelas.

SANOFI (R$ 10,3 milhões)

Terceira maior investidora do ramo farmacêutico, como Grupo ocupa a segunda posição graças ao uso também de suas subsidiárias para aplicar em projetos com renúncia fiscal. Tem clara preferência por ações ligadas a saúde, especialmente aquelas desenvolvidas em hospitais, e ultimamente adotou o projeto Movidos pelo Coração, do qual é patrocinadora única. Informa que desde 2003 promove e patrocina projetos socioculturais relacionados às artes e memória, inclusão social e preservação ambiental.

Já investiu em livros de valor humanístico, na TV Cultura de São Paulo, MAM e Doutores da Alegria, a quem voltou a patrocinar em 2017, conforme anuncia em seu website.  A Genzyme, também pertencente ao Grupo, tem uma linha de atuação independente.

Já fez uso direto de R$ 10,3 milhões via lei Rouanet, e R$ 21 milhões com o Grupo todo (exceto Genzyme). Nível de Transparência: 2 estrelas.

LIBBS

Em geral suas ações na área de cultura têm saúde como tema, o que é recorrente entre empresas desse ramo. Mas ao longo dos anos, desde 1999, patrocinou projetos de somente três áreas: Artes Cênicas, Audiovisual e Humanidades.

É um apoiador constante do Doutores da Alegria e da Associação de Balé de Cegos Fernanda Bianchini. Todo ano patrocina pelo menos um livro da Fundação Dorina Nowill, de atendimento a deficientes visuais. Também apoia peças com esse tema.

Seu lema é “Contribuir para que as pessoas alcancem uma vida plena”. Já utilizou R$ 8,4 milhões somente via lei Rouanet. Nível de transparência para utilização desse dinheiro: 2 estrelas.

EMS

Tem um perfil diferente de seus pares quando se trata de escolha de projeto para patrocínio. Mostra clara preferência por musicais, entre eles Chacrinha, Wiked e Hebe Camargo, e apoia o MAM, Mozarteum e Bienal do Livro de São Paulo. Patrocinou filmes como José Aldo, Divã A 2 e Até que a Sorte nos Separe 3. Intitula-se líder de mercado e maior farmacêutica do Brasil. Tem como Missão “cuidar das pessoas”.

Afirma que é “tradicionalmente, uma grande apoiadora da cultura no país. O incentivo é voltado para projetos diversos, incluindo teatro, cinema, música, literatura, museus, fotografia, exposições temáticas, concertos nacionais e internacionais, estimulando o acesso não somente à expressão artística brasileira, como também à mundial. Para a EMS, estimular a cultura é também uma forma de promover saúde e bem-estar”.

Já utilizou R$ 7,8 milhões com lei Rouanet, informa alguns projetos que patrocinou, mas não cita que foram com lei de incentivo. Também faz uso do ProAC e lei do Esporte. Nível de transparência com utilização do dinheiro público: 2 estrelas.

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