Pesquisa Mostra Tendência de Investimento das Empresas

Levantamento exclusivo do Portal de Patrocinadores mostra quais segmentos estão em alta ou baixa na preferência das companhias.

Em 2016 as empresas patrocinadoras de cultura, por meio de incentivo fiscal federal, injetaram no mercado R$ 1,1 bilhão para viabilizar, ou ajudar a viabilizar, 2.831 projetos, o que equivaleria, numa estatística grosseira, a R$ 388.555,2808194984 para cada um. Mas não é assim, da mesma forma que pode ser considerada imprecisa a expressão de que foram elas que injetaram aquele valor no mercado.

O absolutamente correto é dizer: as empresas aplicaram R$ 33 milhões em cultura no ano passado; o restante foi o Estado, por meio de renúncia fiscal, em projetos escolhidos por elas.

Para ser preciso: em 2016 os projetos captaram, exatamente, R$ 1.145.095.335,03*, sendo que R$ 1.111.235.240,30 foi benesse do Governo, o que equivale a 97,04% do total. As empresas tiraram do bolso R$ 33.860.094,73, ou seja, R$ 2,95%, a porcentagem mais baixa desde 1993. E esses números pertencem apenas a um mecanismo de incentivo – o que o Ministério da Cultura chama de mecenato, mais conhecido como lei Rouanet. Eles, portanto, são bem maiores quando se somam às leis municipais e estaduais.

Mas ter conhecimento sobre isso não é fato novo, embora cada vez mais espante o quão pouco nossas companhias tiram do bolso para patrocinar projetos. Mas isso é do jogo – é a única política de cultura existente no País.  A questão maior é: o que elas estão fazendo com esse dinheiro?

Em geral elas não contam, mas descobrimos algumas coisas para mostrar. Por exemplo: quais foram os segmentos culturais que estiveram em alta na preferência das empresas no ano passado? Ou aqueles que estão perdendo protagonismo? Tomamos como referência 2016, pois os números de 2017 ainda estão sendo computados e nem todos foram lançados.

O levantamento permitiu mostrar que, como área, Artes Integradas não recebe investimento há muitos anos, e que Teatro, especialmente por conta dos musicais, está tomando espaço que antes era dedicado a Livros.

A pesquisa levou em conta as aplicações feitas por empresas de 2010 a 2016 e foram escolhidos os segmentos mais significativos de seis áreas: Artes Cênicas, Artes Visuais, Audiovisual, Humanidades, Música e Patrimônio Cultural.

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